Nem todas as princesas usam vestidos chiques, coroas e sapatos de cristal. Muitas estão escondidas por ai, usando seu all star velho, com seu fone de ouvido e sendo magoadas por idiotas.
quarta-feira, 14 de março de 2012
Eu e o espelho.
Obrigado pela dor, pois sei que ela não durará pra sempre como seu arrependimento de me fazer senti-la.
Deixe eu me afundar mais, em choro e pranto; afinal você nem se importa mesmo.
Pise e esmague meu coração, mas também, beba o sangue amargo e sinta toda minha dor.
Depois vá, não me ajude a levantar, eu saberei fazer isso sozinha.
Por fora, pareço bem, mas por dentro sou como cacos de espelho: frágil, iludida e sem conseguir encarar mais a ninguém.
Esse espelho a quem me comparo já chora junto comigo.
Lamenta minha dor. Quer ver novamente a menina doce e apaixonada.
Mas será impossível retê-la depois de tanto estrago e decepção.
Como o espelho depois de quebrado: você pode tentar colar, mas sua imagem refletida nele não será mais a mesma.
Essa sou eu agora, vendo o lápis escorrer junto com as minhas lágrimas. Lavarei você meu espelho.
Espelho, espelho meu...
quarta-feira, 7 de março de 2012
A noite anterior e suas ligações.
Acordo com o som de uma ligação. Perco-a.
-que horas?- 04:37 da manhã!
Largo o celular me ajeito na cama. Fecho os olhos por 5 segundos e abro-os em seguida. Sei que não vou conseguir dormir.
Olho pelo vidro da janela o sol levantar devagar. Penso nas conversas da noite anterior.
Não aguento de ansiedade e levanto da cama, vou no banheiro, me olho no espelho - séria e depois deixo escapar um sorriso. Não lembro mais onde fica a Oceania, na aula de geografia minha mente vaga nas conversas da noite anterior.
Olho o celular - uma chamada perdida - Droga!
A caminho de casa pensando naquela conversa...
Finalmente nos encontramos, olho no olho, pensamentos iguais. Interrompidos.
Um adeus não dado e mais uma chamada perdida. Depois uma chamada aceita, conversas baseadas nas conversas da noite anterior. Borboletas no estômago, minha perna balança sem o meu consentimento.
E tento adormecer, com os pensamentos fixos na conversa da noite anterior.
Por que?
Afaste-se de mim, nem que seja um minuto!
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
Morte Súbita.
As vozes gritam; cada vez mais altas. Isso doí.
Sinto o coração na minha garganta, depois passando pra minha boca e descendo novamente. Ai, que gosto de sangue.
Borboletas dançam no meu estômago. Que frio.
A boca seca. Soou frio. Ruo as unhas.
Olho para os pés, depois para o céu. Não há azul, não há sol.
Sem sono, olho para a luz da geladeira. Onde está o queijo?
Vejo o quadro de flores que você odiava. Almofadas e cama com seu cheiro.
Olho no espelho. Falta alguma coisa.
Sim e não. Não sou mais a mesma. Sim passei a odiar o quadro de flores também.
Quero chá, não vou dar mais banho no gato. Deixarei as plantas morrerem de sede.
Ficarei na banheira com uma faca na mão. Quem sabe em poucos segundos a minha vida a cabe.
Dessa vez: para sempre.
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
domingo, 8 de janeiro de 2012
terça-feira, 20 de dezembro de 2011
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
x - Produto não identificado.
Onde está aquela princesinha do papai que se vestia de bailarina e dançava em seus braços?
Onde está aquela moleca que passava o dia na rua brincando com os coleguinhas?
Aquela que arranhava os joelhos quando caia de bicicleta? A que passava os fim de semana assistido desenhos, que brincava de correr e se esconder na casa da avó nos almoços de domingo da família?
Adorava ganhar brinquedos e jogos de presente. A que acreditava nos contos de fadas e nos "felizes para sempre", Queria apenas ser feliz e não sofria antecipadamente. A que tinha um ótimo boletim e tinha prazer em ajudar a mãe nas tarefas de casa? A que tinha medo dos trovões e do bicho-papão. A que simplesmente era feliz e não sabia?
Hoje se veste de maneira "desapropriada" e customizada.
Hoje que passa o dia na frente do computador e da tv.
Hoje é aquela que se machuca por amor e fica no quarto quando os familiares estão presentes.
A que acha contos de fadas bobagem, a que sofre antecipadamente. Derrama lágrimas de amor e não de dor física. A que recebe recalmões por causa das notas baixas. A que reclama para fazer as tarefas domésticas. A que apenas se encolhe debaixo do cobertor para se esconder de seus medos.
A que hoje é pessimista e um produto não identificado.
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