sábado, 7 de abril de 2012

Aí você acorda...






Às vezes, entram pessoas na nossa vida e não sabemos o por que.
Participam de momentos que fica na memória para sempre.
Dizem coisas que parecem tão verdadeiras; por que são.
Estão sempre quando precisamos e quando não precisamos.
Chegamos a fazer com que essa pessoa seja essencial para nós.
Amamos incondicionalmente. Sem limites.

Mas o engraçado é que achamos que isso vai durar para sempre.
E é aí que agente se engana, e quando ela te diz adeus você acorda e vê que sonho, na verdade, nem foi tão bom assim.

sábado, 17 de março de 2012

Cinzas e regadores.



O medo encara minha face.
Debocha da minha incapacidade.
Ri das lágrimas que representam fraqueza ao serem derramadas.
Olho para o chão.


Ando pelo jardim à procura do regador.
Melhor do que andar procurando um amor que nunca vai vim.
Jogo a mangueira no chão, tapo minhas orelhas com as mãos.


É ele, ele está gritando pra mim: Frouxa, medrosa! Não vai conseguir... haha - oh medo...


Tiro as mãos da cabeça. Desligo a torneira. Subo as escadas enquanto as lágrimas escorrem na minha face e não encontro coragem pra secá-las inutilmente.


Pego aquele velho baú.
A velha carta que você me deu.
"Por que ainda guardo ela?" - pergunto a mim mesma.
Esqueiro na gaveta, finalmente utilidade pra ele: Queimar as palavras de ilusão, que um dia fui capaz de acreditar. 


Cinzas jogadas pela janela, a cor cinza no céu também predomina. Além da minha vida, além do meu coração, além da minha mente. O céu também está cinza...
Ultima lágrima cai.
Alivio e corpo fora de tensão.
Respira fundo, passa a mão no cabelo, desce as escadas bem devagar.
Olha: o sol voltou outra vez!
O que eu estava fazendo mesmo? - Ah,achei o regador.

quinta-feira, 15 de março de 2012

A morte da minha alma



Não penso em deixar as poucas pessoas que me amam, tristes.
Não quero causar um vazio.
Não quero ver, sem ser vista. Ver toda a dor e sofrimento que eu poderia não ter causado.
Apenas acho que a vida já se tornou insignificante para alguém que já sabe que tudo isso não passa de um teste psicologicamente incorreto.
Não me entenda mal, por favor. Não quero tirar-me a vida. Quero tirar essa dor mascarante que me possui.
Talvez todos passem por isso um dia, agente sempre se cansa do óbvio.
Estamos aqui para viver alegrias e tristezas. Alegrias e tristezas, tristezas e alegrias. Como diz meu professor de matemática, assim como os números isso segue sucessivamente.
Até encontrar-mos o refúgio de paz. Ou talvez a dor que nos levará a morte.
Me encontro agora no estágio de tortura da alma, de pertubação mental, de lembranças cruéis, das lágrimas salgadas e das noites não dormidas pelo fato de minha mente estar sendo manipulada.
Mas por que me encontro aqui? 
-Todo meu estado de alegria foi gasto na infância. Agora só resta a amargura da vida cortante e sem piedade
Agora contra minha vontade me descabelo e sofro novamente o que me passou a dias atrás, a humilhação e falta de coragem para encarar tudo isso e mais um pouco de cabeça erguida.
Mas o que posso fazer? Sou frágil e de alma amargurada e morta.
Fria, admiro o céu cinza enquanto o outono em forma de folhas caem e me banham com a brisa tranquila.
E é assim que a morte da alma é executada, em paz e ao som de um piano de calda.


O sangue se despede do meu corpo. As lágrimas lavam o sangue. E assim sucessivamente. 

quarta-feira, 14 de março de 2012

Eu e o espelho.





Obrigado pela dor, pois sei que ela não durará pra sempre como seu arrependimento de me fazer senti-la. 
Deixe eu me afundar mais, em choro e pranto; afinal você nem se importa mesmo.
 Pise e esmague meu coração, mas também, beba o sangue amargo e sinta toda minha dor. 
Depois vá, não me ajude a levantar, eu saberei fazer isso sozinha.


 Por fora, pareço bem, mas por dentro sou como cacos de espelho: frágil, iludida e sem conseguir encarar mais a ninguém.
Esse espelho a quem me comparo já chora junto comigo.
Lamenta minha dor. Quer ver novamente a menina doce e apaixonada.
Mas será impossível retê-la depois de tanto estrago e decepção.
Como o espelho depois de quebrado: você pode tentar colar, mas sua imagem refletida nele não será mais a mesma.
Essa sou eu agora, vendo o lápis escorrer junto com as minhas lágrimas. Lavarei você meu espelho. 
Espelho, espelho meu...

quarta-feira, 7 de março de 2012

A noite anterior e suas ligações.



Acordo com o som de uma ligação. Perco-a. 
-que horas?- 04:37 da manhã! 
Largo o celular me ajeito na cama. Fecho os olhos por 5 segundos e abro-os em seguida. Sei que não vou conseguir dormir.
Olho pelo vidro da janela o sol levantar devagar. Penso nas conversas da noite anterior.
Não aguento de ansiedade e levanto da cama, vou no banheiro, me olho no espelho - séria e depois deixo escapar um sorriso. Não lembro mais onde fica a Oceania, na aula de geografia minha mente vaga nas conversas da noite anterior. 
Olho o celular - uma chamada perdida - Droga!
A caminho de casa pensando naquela conversa...
Finalmente nos encontramos, olho no olho, pensamentos iguais. Interrompidos.
Um adeus não dado e mais uma chamada perdida. Depois uma chamada aceita, conversas baseadas nas conversas da noite anterior. Borboletas no estômago, minha perna balança sem o meu consentimento.
E tento adormecer, com os pensamentos fixos na conversa da noite anterior.
 Por que?
Afaste-se de mim, nem que seja um minuto!

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Morte Súbita.



As vozes gritam; cada vez mais altas. Isso doí.
Sinto o coração na minha garganta, depois passando pra minha boca e descendo novamente. Ai, que gosto de sangue.
Borboletas dançam no meu estômago. Que frio.
A boca seca. Soou frio. Ruo as unhas.
Olho para os pés, depois para o céu. Não há azul, não há sol.
Sem sono, olho para a luz da geladeira. Onde está o queijo?
Vejo o quadro de flores que você odiava. Almofadas e cama com seu cheiro.
Olho no espelho. Falta alguma coisa. 
Sim e não. Não sou mais a mesma. Sim passei a odiar o quadro de flores também.
Quero chá, não vou dar mais banho no gato. Deixarei as plantas morrerem de sede.
Ficarei na banheira com uma faca na mão. Quem sabe em poucos segundos a minha vida a cabe.


Dessa vez: para sempre.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012